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Eu vi, ouvi e senti Brasil Imperial

A escolha de Oscar Calixto para viver o personagem foi muito acertada. Um profissional com 22 anos de carreira com trabalhos no cinema, teatro e TV. Ele foi cirúrgico na composição do jovem que se torna um bravo homem. O ator, além de talentoso é um cabra de uma generosidade incrível - após assistir aos 10 episódios passei a seguir seu perfil no Instagram, ele me deu boas vindas e conversamos um pouco.

Eu vi, ouvi e senti Brasil Imperial

Desde criança minha cabeça sempre trabalhou muito para entender as lições da escola. Foram anos estudando apenas através do que os professores escreviam na lousa verde da sala de aula, do que explicavam e dos resumos dos temas em textos datilografados que nos eram entregues em cópias mimiografadas com as letras roxas por causa do carbono utilizado e que, muitas vezes, ainda chegavam com cheiro do álcool da impressão. Os livros eram raros, até pelas condições da cidade onde vivia. Para ajudar na compreensão do que ouvia e lia eu usava minha imaginação - muito aguçada pelas novelas de época - principalmente nas aulas de história, que sempre me fascinaram.

Quando visitei a capital pela primeira vez, minha irmã Rogener foi a guia e a primeira saida que fizemos foi para o bairro da Praia Grande, que muitos chama de Reviver. Parece que eu pulei para dentro da minha mente, eu entrei em transe, viajei no tempo, entrei no mundo dos textos, das novelas "Escrava Isaura", "Direito de Amar" e até "Que Rei Sou Eu mudei?"... como as novelas me ajudaram a estimular a imaginação, embora não retratassem as histórias reais.

Quando mudei de fato para São Luís, as coisas mudaram um pouco em relação as ferramentas de ensino. Aqui as escolas tinham mais acesso a recursos que no interior não tínhamos. Meus professores de lá transmitiam tudo na didática possível, praticamente no gogó (minha gratidão a eles sempre). Já aqui tínhamos os recursos de vídeos de filmes, documentários, passeios nas ruas, visitas à museus, bibliotecas e centros culturais, por exemplo. E, por falar em filmes, vale lembrar Carlota Joaquina - a princesa do Brasil foi boa p