Oscar Calixto
Imprensa
'Limítrofe', peça sobre saúde mental escrita há 13 anos, estreia no Teatro Ipanema
Texto de Oscar Calixto, também publicado como livro pela Editora Baraúna, aborda o universo das patologias psíquicas em uma dramédia que mistura humor, drama e reflexão filosófica.
O espetáculo “Limítrofe”, escrito pelo dramaturgo e ator Oscar Calixto, estreia nesta sexta (6) e cumpre temporada até 29 de março, no Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa (Rua Prudente de Morais, 824, em Ipanema — Rio de Janeiro / RJ). Classificada como uma “dramédia psicológica” de 65 minutos, a peça propõe uma reflexão sobre saúde mental e sobre a forma como a sociedade lida com o sofrimento psíquico. A peça tem sessões de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h, com ingressos a R$ 60.
O texto foi escrito em 2012 e levou 13 anos até chegar às livrarias e ao palco. Segundo o autor, a dramaturgia nasceu da observação das tensões da vida contemporânea e passou por dois processos de captação de recursos antes de ser finalmente montada de forma independente. O enredo também foi submetido à análise de nove profissionais da saúde, entre psicólogos, psicanalistas e psiquiatras, e dialoga com ideias de diversos pensadores que atravessam a construção dramatúrgica.
Na trama, três personagens se encontram por acaso no telhado de um prédio de vinte andares, cada um decidido a tirar a própria vida. O encontro entre uma bailarina (Malu Falangola), um ator de TV (Raphael Najan) e um escritor (vivido pelo próprio Oscar Calixto) desencadeia uma série de diálogos filosóficos e existenciais que exploram temas como exaustão emocional, fragilidade humana e a fronteira entre sanidade e colapso social.
Com direção de Daniel Dias da Silva e Anderson Cunha, o espetáculo mistura humor, poesia e drama para tratar de questões sensíveis ligadas aos transtornos mentais, em especial o Transtorno de Personalidade Limítrofe, também conhecido como borderline, marcado por instabilidade emocional e impulsividade autodestrutiva. A montagem também contará com um convidado especial diferente a cada sessão, cuja participação será revelada ao público no momento da apresentação.
Além da encenação, o texto da peça foi publicado em 2025 pela Editora Baraúna, ampliando o debate proposto pela obra sobre os limites entre sofrimento individual e uma sociedade marcada pelo esgotamento emocional.
A produção é realizada pela Baco Produções Artísticas e Babik Produções Artísticas, com coprodução da B&C Produções Artísticas.
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