Blog Dois Pernods

Nem sempre rosa ou espinho

Atualizado: 28 de Ago de 2019

Se perguntas sobre mim,

não saberão responder.

Eu simplesmente adoro amar

e, em troca, amado ser.

Se perguntas quem sou,

posso responder em ruídos.

Pois o homem não é,

do seu nome, um só gemido.

O homem é aquilo que faz,

aquilo que tenta, aquilo que sente,

mas nunca pode ser o homem

o que não está em sua mente.

Se criticas minhas faltas,

eu justifico como ausência:

Ausência de rosas,

de flores tenho carência.

Adoro teu jeito discreto,

suave como um bom vinho.

Mas não me perguntes nada tão direto.

Se perguntar,

direi apenas que nem sempre sou rosa,

mas nem sempre sou espinho.

NOT ALWAYS ROSE OR THORN

If you ask about me,

they'll don't know to answer you.

I just love to love

and be loved in return.

If you ask who I am,

I can answer in noises.

Because the man isn't,

from his name, only one groan.

The man is what he does,

what he try, what he feels,

but can never be the man

what isn't on his mind.

If you criticize my faults,

I justify as absence:

Absence of roses,

of flowers I have a lack.

I love your quiet way,

soft like a fine wine.

But don't ask me anything so directly.

If you ask me,

I'll just say that I'm not always rose,

but I'm not always thorn.

do Livro "Improváveis e Ameaças"

© Copyright 2008. Oscar Calixto - Todos os direitos reservados.

#Rosa #Espinho #Rose #Thorn #Poems

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