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Blog Dois Pernods

Gotham City

Atualizado: 17 de abr. de 2020


Muito mais que em palavras, hoje, eu acredito em ações. E apenas nisto. Quando Deus disse "faça-se a luz e ela se fez" na verdade, para mim, foi o mesmo que dizer "Ação!" e um imenso filme começou a ser rodado. As situações foram o roteiro e os humanos... os personagens dessa imensa história que se chama vida. Coube-nos a difícil tarefa de realizar, entender e aprender amar e respeitar os outros.


Nessa imensa película, que segue sendo iluminada pelas mãos Divinas, todos querem um amor de verdade, querem paz, querem realizações e muitas e muitas conquistas.


Mas querem até onde? Nessa trama, ora andamos como num Romance, noutras como num suspense, vivemos algumas aventuras, dramas policiais, melodramas e às vezes vivemos o horror nos absurdos dos nossos dias. (E como eles me parecem cada vez mais absurdos, meu Deus!)


Bom mesmo é que, olhando o filme de fora, sempre vejo que tudo isso gera um imenso aprendizado que acaba melhorando a qualidade das nossas próprias películas. Entretanto, o que hoje assisto é um filme de horror quando vejo pessoas pregando coisas e fazendo outras completamente diferentes do que dizem.


O que assisto é quase que um "Psicose" do Alfred Hitchcock ao ver pessoas perdidas na ignorância cega de coisas que são ditas, escritas e até encenadas, tendo, em suas tramas, elas próprias como protagonistas.


Minhas lágrimas às vezes rolam, por perceber que grande parte da humanidade está realmente perdida. E o que essa humanidade perdida encena em seu dia a dia, na verdade, não passa de hipocrisia de suas pobres almas. Ando escrevendo filmes de soma, de amor, de amizade, de paixão por aquilo que se faz.


E tudo isso sob a fotografia que é enquadrada pela própria vida, pelo encontro, pela generosidade e sob a direção geral do Criador do Universo. Tudo isso, para mim, são ingredientes para se ter uma linda história com muitos sorrisos e aplausos no final.


No entanto, mesmo escrevendo um bom roteiro nessa vida, uma coisa realmente me incomoda: Por mais que não existam ambientações, nem espaço, por mais que eu não procure as locações, nem crie situações ou gere condições que acomodam este tipo de criatura, não é que de vez em quando me aparece um Coringa?!


Lembro-me agora como é estranho aquele símbolo do Batman nos corredores da estação Arco Verde de Copacabana...


Acho que vou apontar meu refletor para o céu e chamar o Batman... Sim, estou fingindo que não sei que os verdadeiros Batmans somos nós.


Gotham City, 30 de Outubro de 2012.


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