Blog Dois Pernods

O trabalho em mim

Atualizado: 3 de Mai de 2019




Não há mais de sonho que de trabalho em mim. E eu não sei se fui escolhido ou se escolhi estar aqui... Sei que fazer o que fiz só sabe bem o que custou esse eu que mora em mim.


Em vida nada sou porque nada somos só por estar aqui. Não sou nada que a vida queira, mas sou tudo que há aqui dentro de mim.


Levanto-me antes que se levante o sol... Porque não acho correto que ele seja o primeiro. Ele tudo tem para existir, eu ainda busco o que quero do meu querer sem fim.



Não há soprando, em tanta efusão, o brilho em meus olhos quando tenho trabalho nas mãos. Não há brilhando, em tamanha imensidão, sopro de vida maior quando tenho outra chance de realização.


Ontem eu vi lágrimas nos olhos, ouvi aplausos calorosos e ouvi alguns gritos de “bravo”. Pensei: “Hoje foi mais forte nosso toque no coração”. Morreria ali, morreria feliz, morreria nos olhos de quem vi e na boca de quem me disse depois tudo o que bateu em si. Que quereria que saber que fui útil à transformação e ao serviço da alma?


Hoje, de pés doridos e cansados de tanto caminhar para vender o espetáculo, escrevo ao perigo iminente que há... Digo que minha arma é o amor, que o suor é a minha luta e que tenho esperanças num futuro melhor que este que nos sugerem agora. O amor que sinto pela luta uma hora justificará todo o esforço que faço e que farei enquanto estiver vivo.


Sonho, mas não sonho o impossível. Porque o tanto de sonho que há, existe ainda mais de trabalho em mim.


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© 2013 by Oscar Calixto

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