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Poesia em Tempo

Público·10 membros

CURA


Dias de agonia, de incerteza, de tristeza, de revolta de insegurança, e, às vezes, de um pouco de alegria e esperança.

Me sinto presa, abalada, desiludida...

Por mais que meu pensamento voe, que minha alma tente ser livre, me vejo aprisionada!

Violência banalizada, bala perdida (ou melhor dizendo, achada) fome, desamor, incompreensão, desencanto...

Planeta pedindo socorro, natureza destruída, queimada, se revolta e abafa tudo e não chove e faz sol demais e enche...DESEQUILÍBRIO.

Praias sujas e manchas na atmosfera, nos mares, na política, na ética, na moral, nas instituições...

E a empatia, onde foi parar? E o amor, cadê? E a paixão, a esperança? Ficam cada vez mais escondidas, soterradas, em meio a esse mar de lama e turbulência ao qual nos encontramos.

Mais como diz o ditado... "Depois da tempestade vem a bonança" e prefiro acreditar que venceremos no final, que não sucumbiremos e recuperaremos nossa humanidade.

E qual o remédio para tudo isso?

Precisamos viver/reviver o amor, mas não só o amor dito, pois é fácil dizer "eu te amo"; precisamos do amor vivido, do amor sentido, do amor praticado, pois só ele nos resgatará, só ele acabará com o preconceito, a corrupção, a violência e todos os sentimentos e ações ruins que teimam em nos dominar, paralisar, guiar...

Por mais clichê que pareça, só o amor cura, só o amor transforma, só o amor liberta, e só através dele poderemos nos reconectar com nós mesmos, com a natureza, com os nossos semelhantes, com a força divina (seja ela qual for ou se acredite, ou não) pois ainda há tempo!

Agripino Alves De Oliveira
Oscar Calixto

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✍ Poesia em tempo é um grupo destinado a quem gosta de escre...

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